Dicas de Viagem

Compras no Exterior, dicas de como fazer boas compras lá fora

Compras e viagens, é um casamento que sempre dá certo! É difícil imaginar conhecer um novo lugar, especialmente fora do país, e não trazer algumas coisinhas, mesmo que o motivo da viagem não seja especificamente fazer compras.

Não importa se você está entre os que sonham em viajar somente para fazer compras na Black Friday em Miami ou se pretende comprar apenas lembranças, chocolates e cosméticos no Free Shop: não deixe de ler esse guia para economizar e gastar melhor seu dinheiro no exterior!

Compras no Exterior, dicas de como fazer boas compras lá fora

PROGRAMANDO OS GASTOS

Evite a depressão pós-viagem.

Está com passagem marcada para Nova York, Orlando ou Miami? Ninguém acreditará se você disser que vai voltar sem algumas compras. Se o destino for a Europa, pode ser que a mala volte quase com o mesmo peso da ida, salvo alguns belos souvenirs encontrados por lá. O importante, independente do destino, é ter em mente o seu objetivo na viagem e quanto você pode gastar. Não dá para esquecer que cartão crédito tem fatura, mesmo que a cobrança venha apenas no mês seguinte.

Calcule bem o quanto poderá investir nas compras, sem passar aperto na volta. Ter a noção deste valor ajuda a definir quais produtos você poderá adquirir. Talvez aquela tão sonhada bolsa tenha que ficar pra a próxima, assim como o tablet recém lançado. Com o mesmo valor você poderá comprar vinte camisetas. Mas você prefere as vinte camisetas ou a bolsa dos sonhos? Definir prioridades ajuda a organizar os gastos e você não voltará falido e decepcionado.

Claro que nem todas as compras podem ser previstas, e para estes casos um fundo de reserva é essencial! Ele dará conta daquele produto incrível, único e inexistente no Brasil. Você precisa muito comprar? É para este fim que o dinheiro está guardadinho. Nunca se sabe o tamanho de desconto que irá passar por você, então não gaste tudo no primeiro dia de viagem!

OPÇÕES DE PAGAMENTO

Dinheiro, cartão de crédito, débito, pré-pago ou saque no exterior?

A dúvida é cruel e não dá para escapar dela. Qual a melhor opção de pagamento no exterior? Com o aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) de 0,38% para 6,38% em quase todas as formas de pagamento, os critérios para escolha mudaram um pouco.

Todas as formas de pagamento têm seus prós, seus contras e oferecem riscos de darem errado, por isso a primeira regra é sempre combinar várias opções. Você poderá ter todo o seu dinheiro furtado, seu cartão de viagem pode não funcionar em várias máquinas, o cartão de crédito talvez não tenha o limite necessário para a viagem, assim como o de débito tem um limite diário de gastos. Fora o fato de que você poderá perder qualquer um deles.

Ah! Não adianta levar várias opções de pagamento e guardar todas juntas. Já pensou perder a carteira com todos os seus cartões dentro dela? Ao menos uma opção, por segurança, deve permanecer no hotel, seja no cofre ou trancada na mala.

Conheça um pouco mais sobre as opções mais comuns usadas pelos viajantes:

Dinheiro

A forma mais barata de pagar suas contas no exterior. A principal vantagem de levar dinheiro em espécie é ser a única opção de pagamento que ainda tem o IOF de 0,38%, isso faz dele a opção mais em conta. Como a cotação das moedas estrangeiras varia entre as casas de câmbio e bancos, o ideal é verificar em vários estabelecimentos antes de comprar. Pergunte sempre pelo valor da taxa de administração cobrada por alguns estabelecimentos e que alteram o valor final da moeda. Não deixe para comprar a moeda na última hora. Muitas vezes os bancos não têm o montante desejado, ou dispõem apenas de notas de um único valor, o que pode dificultar a vida do turista.

A grande desvantagem de levar dinheiro em espécie em relação aos cartões: não é nada seguro andar com um bolo de notas por aí. Se você for furtado, infelizmente, não poderá fazer nada além de ir a uma delegacia. Não há como bloquear o dinheiro e receber outro em 48 horas. Caso opte por esta forma de pagamento, lembre-se que a Receita Federal limita a 10 mil reais o valor em espécie que pode deixar o país sem ser declarado. Regras semelhantes se aplicam a outros países em relação à entrada de valores, por isso, se estiver com um grande montante de dinheiro, informe-se sobre o destino a ser visitado.

Cartão de crédito

Com o aumento do IOF nos cartões de débito e viagem, de 0,38% para 6,38%, o cartão de crédito voltou a ser uma ótima opção para os brasileiros na hora de viajar. Além de não exigir a compra de um novo plástico, carregamentos e senhas, eles têm como grande trunfo os programas de milhagens. Entre gastar em um cartão que não traz nenhum benefício e outro que pode render a passagem da próxima viagem, sem dúvidas é melhor escolher o segundo. E vivam as milhas!

Outra grande vantagem do cartão de crédito é a segurança em relação a furtos e extravios. Você poderá bloquear o cartão e, mesmo que ele tenha sido usado indevidamente, a operadora irá estornar as compras. Além disso, dependendo do seu cartão, você receberá outro rapidamente, ainda durante a viagem.

A principal desvantagem é a imprevisível cotação do dólar, já que a conversão para real considera o dia do pagamento da fatura e não o dia da compra. É questão de sorte ou azar. Além disso, não há um padrão no tipo de cotação usada pelos cartões. Entre comercial e turismo vale tudo. Para quem pretende gastar muito, o cartão de crédito pode ser um problema, afinal o limite pode não ser suficiente. Uma saída é antecipar o pagamento da fatura pela internet e assim liberar mais limite ou entrar em contato com a emissora e solicitar um aumento ou mesmo limite extra, ainda que temporário. Alguns cartões de crédito – não todos – permitem saque em dinheiro no exterior, porém existe um limite diário que é diferente do limite dentro do Brasil.

Importante: antes de embarcar não se esqueça de informar ao banco ou emissora do cartão que vai usá-lo no exterior. Alguns permitem que se faça isso por telefone, internet ou caixas eletrônicos.

Cartão de viagem pré-pago

De mocinho a bandido, o cartão de viagem que antes tinha IOF de 0,38% agora segue a regra do cartão de crédito e tem o imposto em 6,38%. Isso praticamente anulou as vantagens deste tipo de cartão.

O funcionamento é simples: você compra o cartão, recebe a senha e carrega ele com o valor que pretende usar. Durante a viagem, o funcionamento é idêntico a um cartão de crédito ou débito comum, permitindo saques no exterior e bloqueio no caso de furto ou perda.

A vantagem do cartão pré-pago é que ele permite levar para a viagem quantos dólares você quiser, já que não tem limite como o cartão de crédito, e é bem mais seguro que o dinheiro em espécie. Além disso, se o dinheiro depositado no cartão acabar, você pode recarregar pela internet ou telefone.

Agora as desvantagens. A primeira, como dissemos, é que ele não oferece programa de milhas. Além disso, você precisa carregar o dinheiro da viagem no cartão antes de usá-lo, sujeito ao câmbio e taxas da empresa emissora, enquanto no cartão de crédito você paga no mês seguinte ou pode parcelar. Ainda tem mais: o cartão pré-pago não oferece um seguro, como o cartão de crédito, que estorna as compras feitas em caso de furto. Você deverá cancelar o cartão logo que perceba o sumiço dele, já que muitas máquinas não exigem senha para compras.

Outro ponto negativo é o eventual não reconhecimento dos cartões no exterior. E se todo o seu dinheiro estiver lá, vai ser bem complicado!

Cartão de débito

Se o seu cartão de débito da sua conta bancária está habilitado para uso no exterior, você poderá fazer compras com ele normalmente, porém o IOF, assim como dos outros cartões, também é de 6,38%.

Esta opção apresenta uma grande desvantagem: de acordo com o banco há limites para compras no mesmo dia e para saques em dinheiro. Isto pode ser um grande problema, especialmente para quem desejar adquirir um bem de valor alto.

Além disso, a função débito não oferece milhas em alguns bancos e não funciona muito bem em alguns países, por outro lado você escapa da variação cambial do cartão de crédito.

Saque da conta corrente no exterior

Esta opção também teve seu IOF aumentado para 6,38% recentemente e por isso tornou-se menos interessante. As vantagens são que você não precisa sair do país com muito dinheiro e também a previsibilidade da conversão, você sacará sempre em moeda local e no momento do saque será feita a conversão para reais.

É importante consultar seu banco para saber se há taxa por saque e qual é o limite diário para a retirada.

COMPRANDO PELA INTERNET ANTES DE VIAJAR

Compre em casa e receba no hotel

Compras online são um grande facilitador na vida do turista. Se você quer passar todos os dias curtindo o destino, mas não abre mão das compras, que tal adquirir alguns produtos ainda no Brasil? Nessas horas os sites de grandes empresas como Amazon, Target, Best Buy, Disney Store e Walmart são grandes aliados. O prazo de entrega costuma ser bem mais eficiente do que no Brasil, o risco de não receber a mercadoria é baixo e você ainda pode conseguir bons preços se fizer uso de cupons de desconto.

Verifique com o hotel se ele permite o recebimento de encomendas, alguns cobram uma taxa para guardar as caixas. Caso não seja possível, você poderá usar um dos serviços de caixa postal disponíveis no exterior. Basta calcular o tempo de entrega para o mesmo período que estiver na viagem. Se o produto não chegar a tempo, oriente o hotel a devolver o pacote, assim você não ficará no prejuízo. É um processo que depende da honestidade de muitas pessoas e da confiança no serviço de entrega. Mas, acredite, funciona e te deixará livre para aproveitar a cidade. Quando chegar, basta recolher as caixas na recepção, fazer as malas e ser feliz!

Sabe aquela encomenda que seu cunhado fez? Peça pra ele comprar pela internet e entregar no hotel, assim você não gastará seu precioso tempo na viagem procurando encomendas e correndo o risco de comprar errado.

ARRUMANDO AS MALAS

Reserve espaço para as compras

Está quase na hora de embarcar! Já tem ideia do que pretende comprar no exterior? Arrume as malas tentando prever quanto espaço será necessário para todos os bens a serem adquiridos. Se estiver na dúvida, que tal levar uma sacola de viagem dobrada e vazia? É uma precaução que não ocupa espaço, ajudará a não passar aperto na hora de fechar a mala e evitará que você compre mais uma bagagem no exterior.

Para os turistas que estão focados nas compras, e viajam com uma mala vazia para voltar com duas cheias, vale um alerta importante: chegar a um país estrangeiro para passar dez dias, com uma mala vazia, é passível de desconfiança. O MD recebeu vários relatos de passageiros que foram barrados no raio-x da imigração americana simplesmente por não terem quase nada na mala. O susto é grande e muitas vezes desnecessário. Ninguém relatou que foi deportado, porém todos prestaram esclarecimentos à imigração.

Não esqueça que o avião não é um caminhão de mudança e há limites para as bagagens. Em voos internacionais o passageiro da classe econômica geralmente poderá levar até duas malas com 32 kg cada. Além das bagagens despachadas, geralmente é permitido levar uma mala de mão, com volume de 115cm e peso variável. Para saber mais detalhes, acesse o nosso post sobre bagagens.

COMPRAS NO FREE SHOP

Fugindo dos impostos nas compras

A tentação começa ainda em solo brasileiro. O free shop é um convite a pequenas comprinhas. Porém, vale lembrar que compras no free shop do embarque entrarão na cota de US$ 500 permitida para compras no exterior. Segure e carteira para aproveitar as pechinchas lá fora. A cota extra do free shop, no valor de US$ 500, vale apenas para o momento do desembarque, quando você retornar ao Brasil. Aproveite para fazer pesquisas de preço, assim você saberá quanto custa o produto que pretende adquirir na volta.

Free shop no embarque do exterior

Não comprou o suficiente ou esqueceu alguns presentinhos de última hora? Aproveite o free shop antes de embarcar. Quase sempre eles têm mais variedade que o brasileiro. Porém, como nem tudo são flores, a mesma regra do free shop no embarque do Brasil vale para o embarque no exterior: qualquer produto adquirido no free shop lá fora entrará na cota de US$ 500 permitida para compras internacionais. A cota extra de US$ 500 é apenas para o duty free de desembarque no Brasil. Mas nós já estamos quase lá!

Free Shop de desembarque no Brasil

Agora sim! Está liberado! Você tem mais US$ 500 para gastar além do limite, também de US$ 500, para compras no exterior. Este é o único free shop que permite o uso da cota extra. No free shop do Brasil, na área de desembarque, você poderá optar por pagar em reais, e não ser vítima do IOF de 6,38%, ou pagar em dólar e euro. Aproveite para levar o perfume que esqueceu e alguns chocolatinhos. Outra dica é já deixar reservado pelo site os produtos que pretende comprar, dessa forma você economiza tempo e não precisa ficar procurando os produtos na loja.

A HORA DE IR ÀS COMPRAS!

Algumas dicas que vão te ajudar durante as compras.

A metodologia varia. Muitos preferem comprar apenas o que encontram durante os passeios, outros vão direto aos pontos de venda, como shoppings, outlets e lojas de departamento. Seja qual for o seu espírito comprador, o importante é tomar alguns cuidados que podem facilitar a sua vida na hora de gastar dinheiro. O Eu amo Viagem separou algumas dicas que podem ajudar neste processo de compras:

1- Organize-se! Não dá para sair comprando o mundo sem saber como pagar ou fazer caber na mala. É preciso estar consciente para não comprar em excesso (afinal, temos a Receita Federal);

2- Priorize locais de compra que ofereçam várias opções de lojas. É uma boa maneira de economizar tempo, paciência e sola de sapato, além de você poder aproveitar mais a viagem;

3- Pretende realmente comprar o mundo? Leve uma mala para carregar as compras! Não é preciso ter vergonha, você não será o único a transportar sacolas sobre rodas;

4- Experimente tudo o que comprar, talvez não haja oportunidade de retornar à loja e fazer uma troca (e ninguém merece perder tempo de viagem fazendo isso). Teste os eletrônicos e veja atentamente se não há defeitos nas roupas e calçados. A dica vale para todos os produtos!

5- Antes de ir para as compras, procure cupons e livros de desconto. Eles são realmente eficientes, especialmente nos EUA. Ah! Não basta imprimir, é preciso lembrar-se de usá-los!

6- Em alguns países os impostos não estão inclusos no valor do produto e você só saberá o preço final na hora de fechar a compra. Aquele vestido de US$ 300 pode sair um pouquinho mais caro do que você imaginou. Calcule sempre o valor do imposto antes de ir para o caixa;

TAX FREE

Receba de volta parte do que gastou.

E se depois de gastar um bom dinheiro com as compras você pudesse ter um pouco dos gastos restituídos? Pois essa possibilidade existe e é chamada de tax free. Com ele, os turistas podem receber de volta o valor do imposto embutido nas compras, o VAT (Value Added Tax) e, acredite, pegar esse dinheirinho no final da viagem pode fazer uma grande diferença! As regras para pegar o VAT variam de país para país; enquanto a restituição do imposto é difundida na Europa, é quase inexistente nos EUA.

Para pegar o VAT você deve fazer sua compra e sempre guardar as notas fiscais. Na própria loja onde o dinheiro foi gasto, pergunte sempre pelo formulário do tax free. Em posse das notas fiscais e formulários do tax free, leve esses documentos ao escritório de restituição da taxa, normalmente localizado no aeroporto onde deixará o país. No escritório as notas fiscais e formulários são analisadas e quando tudo está de acordo com as regras, seu direito ao reembolso é confirmado através de um carimbo nos formulários. Carimbo recebido, é hora de ir ao centro de reembolso, onde você poderá receber seu dinheiro do imposto das compras em cheque e até em espécie! As regras variam de acordo com o destino, o importante é sempre guardar as notas fiscais e pedir o formulário de reembolso!

A PASSAGEM PELA ALFÂNDEGA

O momento mais tenso da viagem.

Sem dúvida, este é um dos piores momentos para os turistas que retornam do exterior. É difícil prever o que vai acontecer quando passamos pela alfândega, por isso é sempre bom agir dentro da lei para evitar problemas. A regra básica é: cada brasileiro tem o direito de trazer bens adquiridos no exterior, no valor de até US$ 500, sem pagar impostos. O que passar desta cota deve ser declarado à Receita Federal, que fará o cálculo de imposto – de 50% – sobre o valor que exceder os US$ 500.

É importante conhecer bem as regras de bagagem, até mesmo para poder argumentar com o fiscal, caso você seja o escolhido da vez. Saber o que é ou não bem de uso pessoal, quantos produtos de cada são permitidos, quais eletrônicos entram ou não na cota é fundamental na hora da aduana. Ninguém está livre de ser barrado, mesmo os que seguem para a fila de “nada a declarar”. O importante é agir corretamente, assim você não corre o risco de ter que pagar, além dos 50% de imposto, mais 50% de multa pela mentira.

[FONTE]

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